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PBQP-H 2016 e o Novo Regimento do SiAC

O PBQP-H– Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat é um instrumento do Governo Federal, que tem por meta organizar o setor da construção em torno de duas questões principais: a melhoria da qualidade no habitat e a modernização produtiva. Com este objetivo, foi divulgado no diário oficial da União em 09 de janeiro de 2017 a portaria nº 13, DE 06 de janeiro de 2017, referente à atualização do SiAC – Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil.

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O SiAC integra o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat –PBQP-H e foi adequado aos requisitos e critérios de desempenho da Norma Técnica ABNT 15.575:2013, a qual passou a ser exigida em 19 de julho de 2013, para priorizar o bem-estar dos usuários das unidades habitacionais.

Por quê certificar?

Mais de 3 mil empresas estão ativas no PBQP-H atualmente.

A implantação do PBQP-H possibilita às empresas, através do Sistema de Gestão da Qualidade, estabelecer e monitorar padrões de qualidade na compra de materiais e qualificação da mão de obra. Os seus indicadores de Sustentabilidade na gestão sustentável da água, na gestão eficiente da energia e as boas práticas no canteiro de obras trazem eficiência para a práticas diárias, que impactam positivamente no cumprimento dos prazos e no custo final da obra.

Para as construtoras que querem fazer parte do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, o PBQP-H é item obrigatório.

O PBQP-H também é solicitado nas licitações municipais e estaduais e em algumas instituições financeiras, públicas e privadas, para liberação de linhas de crédito.

O que mudou?

A principal mudança é o alinhamento com a norma ABNT 15.575:2013, dessa forma, as empresas que aderirem ao PBQP-H também devem estar de acordo com os procedimentos exigidos por essa importante norma.

Foi excluído o nível de Adesão, a partir de agora as empresas escolhem se vão certificar pelo Nível “B” ou Nível “A”. No nível “A” é necessário implantar 100% dos requisitos normativos, já no nível “B” devem ser implementados 75% dos requisitos.

Outras mudanças são relativas às documentações e à entrada de projetos, no qual as empresas devem indicar para os empreendimentos habitacionais os níveis de desempenho, M –Mínimo, I – Intermediário e S – Superior.

Como se Adequar?

Foi estabelecido um prazo de 180 dias para os Organismos de Avaliação das Conformidades – OAC´s, se adequarem ao novo regimento. Dessa forma, desde julho/17, as auditorias e certificações já estão de acordo com o novo Regimento do SiAC.

As certificações emitidas com a versão 2012 do SiAC terão validade de 1 ano a partir da data da nova portaria do SiAC 2016, ou seja até 09/01/2018. Dessa forma, é necessário que as empresas já certificadas comecem rapidamente a se planejar para atualizar seu SGQ, fazendo uma análise da situação atual e definindo um plano de ação.

Com um bom planejamento as empresas devem ficar em dia com as atualizações do PBQP-H e estarem mais preparadas para os desafios de um mercado altamente competitivo.

Dom Batel – Primeiro Edifício Habitacional com Certificação AQUA na Região Sul

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A sustentabilidade na construção civil está cada mais consolidada. É crescente a preocupação de grandes empresas em investir em ações que reduzam o impacto ambiental de suas obras. Dentro dessa nova diretriz, as certificações ambientais estão sendo incorporadas desde as fases iniciais dos projetos.

 A Cyrela é uma grandes construtoras a trilhar esse novo caminho, e com a assessoria da proActive Consultoria, acaba de receber da Fundação Vanzolini a certificação AQUA-HQE – Alta Qualidade Ambiental, pelo empreendimento Dom Batel. Localizado em Curitiba, o projeto é o primeiro de toda a região Sul do País a conquistar o Selo na Categoria Habitacional.

Silvia Fernandes, Gerente de Incorporação da Cyrela, lembra que “Desde as premissas iniciais, como a localização do empreendimento, orientação solar e estudo da fachada, os aspectos ambientais foram levados como prioridade pela empresa, com o objetivo de buscar a excelência ambiental”.

Informação e Interatividade

A sensibilização dos funcionários para as questões ambientais foi fundamental para o perfeito desempenho dos objetivos iniciais, a Cyrela investiu em treinamentos para a equipe e foram abertos canais de comunicação específicos.

A interação também contemplou a vizinhança. O Interlocutor Ambiental teve a responsabilidade tanto de receber as questões dos moradores do bairro quanto de informá-los das diversas fases da obra, garantindo assim o compromisso da empresa em minimizar os impactos negativos e valorizar a região do prédio.

Canteiro de Obra em Nível de Desempenho Excelente

Dentre as diversas medidas implementadas a partir do perfil Ambiental do DOM Batel, as práticas sustentáveis no canteiro de obra merecem destaque: menor produção de resíduos e valorização dos resíduos gerados através da reciclagem; controle e economia do consumo de água e de energia, a partir de ações sustentáveis como, aproveitamento da água da chuva, instalação de telhas translúcidas e, ainda, a conscientização da equipe. Além disso, os fornecedores de materiais e serviços foram informados das responsabilidades e objetivos relativos à certificação AQUA-HQE, comprometendo-se a cumpri-las.

Segundo a diretora da proActive, Ana Rocha Melhado “o projeto foi concebido visando a redução do consumo de água de energia na fase de Operação de Uso, foi priorizado o conforto daqueles que vão morar e trabalhar no empreendimento, gerando um menor impacto ambiental, tanto na fase de execução como de operação”.

Benefícios para todos

Os futuros moradores do DOM Batel, também vão se beneficiar pela economia de água (40%) e de energia (23%) nos seus apartamentos e nas áreas comuns do prédio. Vão morar em um condomínio sustentável, isso porque a escolha dos materiais e processos construtivos da obra baseou-se na funcionalidade, adaptabilidade e durabilidade do edifício. Além disso, através dos requisitos da Certificação AQUA-HQE, o edifício foi todo pensado para trazer conforto térmico, acústico e luminoso para seus usuários, o que significa ambientes mais frescos no verão e mais quentinhos no inverno, por meio, por exemplo, do privilégio da iluminação natural.

Para Silvia Fernandes “Lançar um produto visando uma certificação ambiental AQUA torna-o diferenciado no contexto atual do mercado imobiliário”.

Temos assim um produto que gera menos impacto ambiental para o meio ambiente, mais valorizado para o empreendedor e comprador, além de proporcionar maior qualidade de vida e conforto para os usuários. Todos saem ganhando com as construções sustentáveis!

Destacam-se as seguintes soluções, que foram implementadas no DOM Batel:

  • Medição individualizada de água;
  • Recirculação de água quente;
  • Sistema de aproveitamento de águas pluviais;
  • Infraestrutura de Irrigação dos jardins;
  • Dispositivos economizadores de água;
  • Dispositivos economizadores de energia;
  • Coleta seletiva de resíduos, incluindo os perigosos como pilhas e baterias;
  • Favorecimento da ventilação e iluminação natural; e,
  • Tratamento térmico da laje de cobertura.

O selo AQUA-HQE

A Certificação AQUA-HQE – Alta Qualidade Ambiental foi desenvolvida a partir do selo francês Démarche HQE (Haute Qualité Environnementale) pela Fundação Vanzolini. A ideia de adaptar a certificação para realidade brasileira nasceu a partir do projeto de pós doutoramento de Ana Rocha Melhado, hoje diretora da proActive Consultoria. O processo AQUA-HQE possui 14 preocupações ambientais, que contemplam todas as diretrizes para o Alto Desempenho Ambiental dos empreendimentos, minimizando os impactos ao meio ambiente e garantindo o conforto e qualidade de vida dos seus usuários.

TRISUL S.A. recebe Certificação de Empreendedor AQUA

No ano em que completa 10 Anos, Construtora recebe certificação de Alta Qualidade Ambiental da Fundação Vanzolini

 

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No ano em que completa 10 anos a Trisul S.A. conquista o título de Empreendedor AQUA, a empresa é a terceira a receber o Selo em todo o Brasil. A Trisul atua com muito êxito na incorporação e construção de empreendimentos de médio e alto padrão e desde 2007, ano em que abriu capital na bolsa de valores, vem desenvolvendo um sólido trabalho respaldado por valores éticos, transparência e respeito ao meio ambiente.

A Certificação AQUA-HQE – Alta Qualidade Ambiental foi desenvolvida a partir do selo francês Démarche HQE (Haute Qualité Environnementale) pela Fundação Vanzolini. A ideia de adaptar a certificação para realidade brasileira nasceu a partir do projeto de pós doutoramento de Ana Rocha Melhado, hoje diretora da proActive Consultoria – Assessora AQUA da Trisul.  O processo AQUA-HQE possui 14 categorias, que contemplam todas as diretrizes para o Alto Desempenho Ambiental dos empreendimentos minimizando os impactos ao meio ambiente e garantindo o conforto e qualidade de vida dos seus usuários.

Para ser Empreendedor AQUA, as empresas têm como missão certificar todos os seus empreendimentos com um escopo pré-definido. A partir do quarto edifício certificado na fase pré-projeto, já há o reconhecimento como Empreendedor AQUA.

Esse comprometimento demonstra que a Construção Sustentável é uma tendência forte no mercado da construção civil, e as empresas certificadas estão dispostas a firmar compromisso com a sustentabilidade.

As empresas que têm investido nessa certificação ao conceber seus lançamentos, tem conseguido obter ganhos consideráveis, como redução do consumo de água – em torno de 40%, e energia – por volta de 25%, contando ainda com uma taxa de beneficiamento dos resíduos na fase de obra de 70% no mínimo, implementando assim a redução do custo de construção, por meio de uma gestão forte e responsável.

Os ganhos mercadológicos também são relevantes, em pesquisa da Geoimóveis, feita em agosto de 2016, identificou-se que as edificações certificadas possuem 7% de melhora na vacância no Rio de Janeiro e 9,5% em São Paulo.

As construções verdes têm custos reduzidos de consumo de água e de energia na fase de operação e uso do edifício, o que garante taxas de condomínio mais baratas. Todos esses fatores agregados tem tornado o mdesses empreendimentos mais valorizados.

Além desses benefícios, mensuráveis a curto prazo, a inclusão dessas práticas sustentáveis pelas empresas garantem ganhos em qualidade de vida e bem estar econômico e social para aqueles que habitam e trabalham nestes empreendimentos, bem como para a região onde está instalado.

 

 

 

 

5 Motivos para Investir em Certificação Ambiental

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Autora: Silvana Pinheiro

 

Muitos profissionais do mercado da Construção Civil ainda veem a Certificação Ambiental como um “custo” que vai onerar ou inviabilizar o empreendimento, interpretação essa totalmente equivocada.    

 Empreendedores com visão de negócios e de futuro mais arrojada já têm investido em Sustentabilidade desde as fases de concepção e planejamento do seu produto, na busca por edificações mais eficientes economicamente, corretas ecologicamente, e que garantam conforto e funcionalidade para os seus moradores e funcionários.

Vamos listar aqui 5, dos inúmeros motivos para as empresas da Construção Civil agregarem as Certificações Ambientais em seus projetos:

 

  1. Sustentabilidade

O futuro está aí, precisamos usar os recursos naturais de forma inteligente e responsável, para garantir um Futuro melhor para as próximas gerações. Hoje, 75%1 dos recursos naturais são utilizados na Construção Civil, é urgente que essa realidade seja modificada.

 

  1. Consumidores

Os consumidores estão cada vez mais ecologicamente conscientes, e já buscam soluções sustentáveis no seu dia a dia. Selos que garantem essas práticas estão na mira desses consumidores exigentes e bem informados.

 

  1. Economia

Prédios Certificados têm obtido uma economia média de 40% no consumo de água, 25% no consumo de energia e 70% na taxa de beneficiamento dos resíduos durante a obra, além da valorização dos resíduos gerados.

 

  1. Valorização Econômica

Prédios Verdes são mais valorizados para venda e locação.

 

  1. Vida Útil

Prédios com certificação na fase Operação e Uso investem menos em manutenção e tem vida útil mais longa.

 

A busca pela Sustentabilidade tem gerado negócios mais responsáveis sem perder o foco em rentabilidade.

 

 

1 – FINEP, POLI – Tecnologias para construção habitacional mais sustentável, São Paulo, 2007.

Comprar Menos, Viver Melhor. 15 de Outubro – Dia do Consumo Consciente.

A sociedade de consumo em que vivemos nos fez acreditar, por muito tempo, que a felicidade está em ter, o tempo todo, a qualquer custo. Fruto da Revolução industrial combinada com a inovação tecnológica – que possibilitou o aumento da escala de produção e a circulação de mercadorias – essa sociedade se desenvolveu por décadas e décadas degradando o meio ambiente e destruindo o planeta.

Demorou muito até percebermos que os recursos naturais não são infinitos. Quando o primeiro mundo se deu conta dessa problemática, grande parte desses continentes já estavam degradados. Organizações mundiais, ambientalistas, organizações não governamentais, e governos se mobilizaram na luta para reverter essa situação, frear os agentes causadores da poluição e buscar alternativas para o desenvolvimento sustentável do planeta.

Atualmente o desafio é conscientizar as pessoas sobre as corretas atitudes para vivermos bem – suprindo nossas necessidades de forma racional e mantendo o planeta saudável para as próximas gerações.

Precisarmos encarar o fato de que a forma como a gente consome tem impacto direto no meio ambiente; e não devemos apenas esperar ações globais, grandiosas, de iniciativa pública para ter um mundo melhor, podemos repensar nossos hábitos de consumo, ter um estilo de vida mais sustentável, ser mais comprometidos na construção desse mundo.

Repensar cada atitude no nosso dia a dia

Reciclar, reutilizar, reduzir, ressignificar, essas palavrinhas entraram na nossa vida para ficar, afinal, o consumidor moderno deve ter uma atitude mais responsável ao consumir produtos e serviços.

 

Antes de consumir, vamos repensar:

  • Eu preciso realmente disso?

Nada de comprar por impulso, comprar porque tá na moda, porque alguém tem; o consumidor consciente compra com responsabilidade.

 

  • O que eu vou comprar?

Escolha bem seu produto, garantindo que seja útil e durável, não esqueça que produtos descartáveis viram lixo; e o lixo vai pra onde?

 

  • Quem fez esse produto/serviço?

Conheça a empresa que produz o produto que você vai comprar; ela tem uma relação de respeito no âmbito social e ambiental? Os selos socioambientais, como o FSC, ajudam os clientes nessa escolha. Vamos também valorizar a economia local, comprar de quem está pertinho da gente.

 

  • Como comprar ?

Planeje tudo antes, como pagar, como transportar, a quantidade suficiente para não gerar sobras.  

 

  • Como usar ?

Manter para durar, afinal, tudo que temos gerou um custo ao meio ambiente, não é justo que logo vire lixo e volte novamente a agredir a natureza.

 

  • Como descartar ?

Cada coisa em seu lugar, vamos dar um destino correto a tudo que descartamos, praticando a coleta seletiva, usando a criatividade para reutilizar e ressignificar alguns objetos e doando o que realmente não queremos mais, mas pode ser útil para alguém. 

 

Vale também lembrar aquelas pequenas atitudes do dia a dia, que fazem uma grande diferença para o meio ambiente:

  • Use sacolas retornáveis
  • Tome banhos rápidos
  • Tire os aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiver usando
  • Apague as luzes quando não estiver no ambiente
  • Reduza as impressões – use menos papel
  • Use pilhas e baterias recarregáveis
  • Reduza o uso de embalagens
  • Consuma alimentos orgânicos

 

O consumo consciente é um ato de cidadania e deve ser uma prática permanente.

Crescimento Sustentável: o papel de toda a sociedade neste desafio

A preocupação com o crescimento sustentável das cidades não pode estar apenas presente na pauta de projetistas e construtores. O tema deve ser de interesse de todos, inclusive dos consumidores, da sociedade. Claro que está na mão dos empresários o poder de definir quais os princípios que nortearão seus empreendimentos, mas é inegável o poder de fogo dos seus clientes e a importância da sua consciência ambiental para assegurarmos que o setor da construção civil dará maior atenção aos impactos causados pelas novas construções nas cidades.

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Fachadas, Muros e Coberturas Verdes

O desenvolvimento sustentável deve atender às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento das necessidades de gerações futuras. Este conceito foi publicado em 1987, no Brundtland Report, relatório emitido pela Comissão Mundial das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (World Commission on Environment and Development) ou Brundtland Commission, criada em 1983, pelas Nações Unidas. O objetivo era definir políticas e estratégias de desenvolvimento sustentável nos âmbitos social, econômico e, sobretudo, ambiental.

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A Crise Hídrica Brasileira

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A Crise Hídrica Brasileira

Autora: Ana Paula Viana – Arquiteta

 

 A chuva demorou a cair, e quando aconteceu não foi suficiente. Era tarde demais. O ano foi 2014, e estávamos passando pela maior crise hídrica nacional dos últimos 80 anos. Imagem do Sistema Cantereira, com níveis de água cada vez mais baixos.

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